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Balão Cativo
 


Frase ouvida na rua...

Preocupe-se com a sua consciência e não com a sua reputação. Porque a sua consciência é o que você é, e a sua reputação é o que os outros pensam de você. E o que eles pensam, é problema deles."

Bob Marley


Escrito por dado às 17h19
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SER ATLETICANO
Para Felipe, meu primeiro filho atleticano.

Jamais me esquecerei daquele belo dia de minha infância:

Uma tarde chuvosa em que, pelas mãos de meu pai, subi as escadarias que levam às arquibancadas do estádio Governador Magalhães Pinto, o “Mineirão”, para mergulhar naquele mar de bandeiras e gente que é ainda hoje o clássico Atlético e Cruzeiro.

Para a criança que eu era, foi como pousar minha nave em outro planeta, maravilhado, boquiaberto... E na primeira transmissão de rádio, relatar para todo mundo: --A TERRA É ALVINEGRA!

Naquela época, meu pai era médico do Cruzeiro e toda a família torcia (o que não era difícil) para aquele grande time de Tostão, Dirceu Lopes, Zé Carlos, Piazza, Natal e Raul, o goleiro que inovou ao usar uma camisa amarela, e era por nós “carinhosamente” chamado de Wanderléia.

Escrito por dado às 00h51
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continua...

Para a criança que eu era, foi como pousar minha nave em outro planeta, maravilhado, boquiaberto... E na primeira transmissão de rádio, relatar para todo mundo: --A TERRA É ALVINEGRA!

Naquela época, meu pai era médico do Cruzeiro e toda a família torcia (o que não era difícil) para aquele grande time de Tostão, Dirceu Lopes, Zé Carlos, Piazza, Natal e Raul, o goleiro que inovou ao usar uma camisa amarela, e era por nós “carinhosamente” chamado de Wanderléia.

Será que alguém se lembra? Era a época do futebol arte, do amor à camisa, da legendária seleção de Pelé, Mané, Vavá, Nilton Santos, Didi... Pensando bem: como as coisas mudaram desde então!

Pensando melhor, volto àquela tarde. Com poucos minutos de jogo notei que algo ali não fazia sentido, algo que minha razão não alcançava, mas o espírito já intuía.

Ignorando a poderosa “esquadra celeste”, o time que goleara o Santos de Pelé, Edu, Coutinho e Gilmar em pleno auge, a torcida atleticana transbordava. Seu orgulho, raça, e alegria ocupavam todos os espaços do enorme estádio como se fosse onipresente.

Foi o primeiro espanto, a primeira pergunta, Amor à primeira vista, puro como luz no cristal, como a primeira namorada...

Escrito por dado às 00h48
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A última fala do filme(ou ESTÓRIAS ENLAÇADAS)

Dado Prates

“Temos todos duas vidas: uma, a que sonhamos. Outra, a que vivemos”.
Última fala do filme “Quase dois irmãos” de Lucia Murat.


Uma casa antiga com alpendre.
Tão antiga quanto se dizer alpendre.
Boa táboa corrida que range.
Corridas e barulho (às vezes inaudíveis).
Talvez minha palavra se esgarçando,
andorinhas migrando,
pórticos com datas na fachada.


Escrito por dado às 01h28
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...continua...

A algazarra dos meninos era um sem fim de horizontes.
Minha parceira sorria quieta seu deleite:
Cristais, coisas doces, proibidos objetos de sonho,
imprevistos na última prateleira,
o lugar do desejo.

Ela os sabia.
Não havia gravidade.

Uma tíbia que de início era arma
fôra jogada para cima
até virar o azul e não havia mais o em cima ou o contrário.
Arte imitando a vida.ou o contrário.

À porta sempre aberta os chegantes batiam palmas.
Apareciam para aplaudir aquela arquitetura.
À vera, isolamento e acolhida,
uma casa girando estação orbital futurista
ao som da valsa de Strauss.

A fita se queimou sem derreter o velho ou o coração da platéia.
Só muitas vaias, alguns ingressos devolvidos.
Stanley Kubrick ficou para mim resumido numa cena.

Também, se era para dar pane,
melhor o antigo cinematógrafo do que o mundo inteiro.
Trocava-se uma peça aqui, outra demorava dias para chegar,
mas eram querelas de gente antiga,
de modo que nenhum computador quis a cadeira do diretor.



Escrito por dado às 01h27
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...continua

_ Da nave inteira, um dia?

A civilização era tão longe...
_ E o pulso eletromagnético?
_Mas a civilidade...
_ E se parasse tudo?
(Voltaríamos ao ábaco?)
_ E se faltasse luz?
_ Subiria a taxa de natalidade?

Minha companheira sorria, semibreve.
Assoprava sobre os meus seus olhos úmidos.
Opalinamente me queria desvendar.
Inútil, eu era cego.

A meninada pulava janelas, vicejava.
Havia uma escada, um canto, tantos.
Havia um muro que cercava o bosque.
Como na estória, o bosque quieto vicejava.

Meu íntimo temor
era de que fosse à vera o contrário,
um bosque sim cercando o muro,a escada,
os meninos.

Minha companheira de grandes olhos graves...

Quando me dei conta, conheci o medo.
O medo de que fossem espiar o bosque,
galgassem o muro para olhar o bosque.
E como na estória contada, de lá nunca mais tornassem...


Escrito por dado às 01h26
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Pois é...Isso tudo parece aquela citação sobre paz não ser necessáriamente ausência de guerra.Como disse Spinoza,uma cidade onde os habitantes estão tangidos como um rebanho...Já que tá tudo muito calmo,na próxima vou falar pra ti minha gaúcha Nana: Maternidade ou a presença da ausência.Bjs.

Escrito por dado às 02h17
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Marcelinho.
(mais ou menos seis anos atrás)

Tetelo não pára quieto.
_ Pai, coloca na faixa três, de novo.
_ Você sabe como ela se chama?
_ É Amoroso papai...
Para logo emendar:
_ É a que você fez pra mim.
_ E você sabe o que quer dizer isso?
Marcelo (ruborizando): é quem tem amor...
Silêncio... e ele:
_ Papai eu te amo.
Ele sempre me surpreendeu
com tiradas de inteligência e sensibilidade muito raras
para quem nem completou quatro anos.
Aprendeu a ler sozinho e me telefona incomodado:
_ Pai, aquela escola é um tédio!
Por minha vez, me inquieto.
Ele anda se preocupando com questões muito sérias,
como para onde vai a alma humana.
Quer saber, por exemplo,
“se quando a gente volta a ser estrela é para nascer de novo,
e se acontecer vai ser de novo na barriga da mamãe...”
_Meu Deus, o que digo a ele?
Dias atrás, estava comparando a velocidade dos meios de transporte e saiu-se com essa:
Avião, ônibus, trem, carro...
humm ( coçando a cabeça ) acho que o espírito é o mais rápido!
Pelo menos o de alguns, penso eu livremente.
Aliás, rápido o bastante para de repente apertar os seios de Cláudia
e sorrir dizendo com (certa) ingenuidade: _ Oi Fofa!
Fico sério, repreendo,coloco limites,
mas logo está o Telo na padaria “comprando pipoca sem dinheiro”...
Não tem jeito, lá se vão uns dias de castigo.
Se o mundo ainda fosse enorme e vivêssemos numa cidade do interior
onde criança corre solta soltando pipa e dando linha pra imaginação,
essas travessuras nem fossem levadas em conta.
Mas vou discordar do Rosa porque boi pode ser gente mas com gente é diferente.
Cercado, Tetelo é o interior rompendo o asfalto como uma campina na florando,
Invernada teimosa e bela.
Ele é cheio de carinhos até quando sonha em voz alta:
_ Pai, faz a aurora parar de cantar...
Eu me comovo, porque faz tempo que não escuto essa canção.
Existem tempos que não vislumbro perdidos na memória.


Escrito por dado às 01h59
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Marcelinho vai à Africa

Tetelo.

É meu filhote que está indo morar na África com sua mãe.
Eu penso comigo o quanto viver fora me fez alguém melhor.
Agora que é a sua vez, eu me lembro:
Uma das músicas mais lindas que já ouvi chama-se What a Wonderfull World.
Sua letra fala de um grande amor pelas pessoas e nossa imensa casinha.
Coisas que vocês vão aprender, muito além do que nós imaginamos.
Prefiro não traduzir, para que você tenha sua descoberta:
Um continente novo, com palavras e sons tão diferentes
mostrando o quanto todos nós somos iguais.
Às vezes brutalmente iguais. Ébano e Marfim.
Nós já conversamos sobre isso e na hora ficamos assim meio jururus.
Meio bicho meio sapo ou sei lá o quê.
E como você me disse que vai escrever uma grande história
sobre seus momentos em terras africanas,
vou começar mostrando uma que escrevi
quando você nem tinha quatro anos de idade.


Escrito por dado às 01h59
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Marcelinho.
(mais ou menos seis anos atrás)

Tetelo não pára quieto.
_ Pai, coloca na faixa três, de novo.
_ Você sabe como ela se chama?
_ É Amoroso papai...
Para logo emendar:
_ É a que você fez pra mim.
_ E você sabe o que quer dizer isso?
Marcelo (ruborizando): é quem tem amor...
Silêncio... e ele:
_ Papai eu te amo.
Ele sempre me surpreendeu
com tiradas de inteligência e sensibilidade muito raras
para quem nem completou quatro anos.
Aprendeu a ler sozinho e me telefona incomodado:
_ Pai, aquela escola é um tédio!
Por minha vez, me inquieto.
Ele anda se preocupando com questões muito sérias,
como para onde vai a alma humana.
Quer saber, por exemplo,
“se quando a gente volta a ser estrela é para nascer de novo,
e se acontecer vai ser de novo na barriga da mamãe...”
_Meu Deus, o que digo a ele?
Dias atrás, estava comparando a velocidade dos meios de transporte e saiu-se com essa:
Avião, ônibus, trem, carro...
humm ( coçando a cabeça ) acho que o espírito é o mais rápido!
Pelo menos o de alguns, penso eu livremente.
Aliás, rápido o bastante para de repente apertar os seios de Cláudia
e sorrir dizendo com (certa) ingenuidade: _ Oi Fofa!
Fico sério, repreendo,coloco limites,
mas logo está o Telo na padaria “comprando pipoca sem dinheiro”...
Não tem jeito, lá se vão uns dias de castigo.
Se o mundo ainda fosse enorme e vivêssemos numa cidade do interior
onde criança corre solta soltando pipa e dando linha pra imaginação,
essas travessuras nem fossem levadas em conta.
Mas vou discordar do Rosa porque boi pode ser gente mas com gente é diferente.
Cercado, Tetelo é o interior rompendo o asfalto como uma campina na florando,
Invernada teimosa e bela.
Ele é cheio de carinhos até quando sonha em voz alta:
_ Pai, faz a aurora parar de cantar...
Eu me comovo, porque faz tempo que não escuto essa canção.
Existem tempos que não vislumbro perdidos na memória.


Escrito por dado às 01h55
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DISTANTE SENSATEZ

   Certa vez encontrei um livro que, dentre os que já li, foi dos que mais me impressionou. Chama-se “Diário de Victor Klemperer”, e foi publicado nos anos 90, se não me falha a memória. Parecia mais um livro tendo como assunto o holocausto. Entretanto, a data recente de sua publicação chamou minha atenção. O que haveria de tão especial para despertar o interesse de uma grande editora sobre um tema que eu, pelo menos, julgava esgotado? Seria uma nova descoberta histórica, algo que trouxesse à tona mais fatos sobre a barbárie hitlerista?

   Mergulhei em seguida num texto simples e estarrecedor. Em seu diário, o personagem, sabedor de que a História se ocuparia daqueles tempos terríveis como uma grande angular sobre a paisagem de acontecimentos trágicos, decidiu descrever seu próprio holocausto pessoal. Como um microscópio revelando a invisível metástase que se alastraria até destruir toda uma nação, Klemperer conta a realidade kafkiana de seu dia-a-dia: a degradação humana, moral e espiritual a que foi submetido, mas mostra-se desde o início consciente da imensa importância de seu relato.

Escrito por dado às 22h20
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...distante sensatez

Mais do que sua própria vida, que ao fim conseguiu preservar milagrosamente, era preciso fazer chegar o diário até nossos dias. Para que pela reflexão sobre os paradoxos, sua história não se repetisse. Para que um ser humano dotado de sensatez em meio à loucura coletiva nos desse a dimensão ainda maior de sua solidão, como uma célula sadia cercada pelo grande mal.

   Acompanhando pela imprensa a tragédia que chocou o país com a morte brutal do menino João Hélio, fui a minha memória buscar naquele livro um socorro para a razão. Pedir um pouco de sensatez. Porque a única opinião lúcida que vi – perdoem-me se não li todos os periódicos – foi a da irmã do garoto, uma pobre menina de seus treze anos. No mais o resto foi o amontoado de absurdos de sempre, num país kafkiano congelado em um pesadelo. A matéria da revista Veja parecia um surto esquizofrênico, só comparável em sandice á memorável cobertura pelo mesmo órgão da morte da cantora Elis Regina ou ao desrespeito público com Cazuza em fase terminal de AIDS.

O articulista enlouquecido descrevia a vítima como um “guri sem Chico Buarque” ou um coitado “Sem ONG”, e nesse sanatório geral conduzia seu bloco e sua pena.

Talvez, já que esse era o tom do furibundo artigo, coubesse a João Hélio, a sua família, e a todos nós o epíteto de os “Sem Estado”.



Escrito por dado às 22h18
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...distante sensatez.

   O cidadão Victor Klemperer viu-se aviltado, humilhado diante da escalada odiosa do nacional socialismo de Hitler, todos nós perdemos dia após dia nossos direitos e ainda aceitamos boquiabertos essa escalada de violência. A verdade é que estamos perplexos. O sentimento coletivo é de desamparo. Qualquer paulistano sabe o que é isso e muito mais: colocar a culpa num bandido como milhares de outros que estão soltos nas esquinas é, no mínimo, singelo. É acreditar em estórias da Carochinha e tomar um sonífero para nos ninar. Os verdadeiros “donos do crime” são muito mais criativos,

e têm a realidade sob seu controle. Sabem que a guerra civil já é fato, querem ir além e disseminá-la como um câncer nem um pouco silencioso sobre o país. Nesse ambiente propício de confusão, demagogia e desmando, qualquer preconceito pode se espalhar, sempre aparecem os achistas e fala-se em pena de morte e outras velhas soluções oportunistas. Entretanto as políticas (e os políticos) para mudar efetivamente o quadro de septicemia social que assistimos, esses ainda não surgiram no horizonte.

   Todos sabemos da complexidade dessa questão e dos altos investimentos que são imperiosos e urgentes, a maioria em terrenos de onde não se colhem votos, como na reforma dos sistemas judiciário, prisional e – sobretudo – no combate à poderosa indústria da droga, esta sim a mãe abastada desses bandidos guris excluídos da sociedade. Uma vez que já estão mortos em vida, não lhes custa nada tirar a vida alheia, viver uma tétrica e passageira fama ao lado de suas vítimas para depois desaparecerem ambos na letargia do esquecimento.

   Algo moveu Klemperer a escrever seu testemunho e até mesmo lhe deu forças para sobreviver com ele: a necessidade de acreditar que os valores da sensatez entre nós seres humanos sempre podem prevalecer sobre o desastre. Talvez isso se chame esperança, fé, ou puro instinto de sobrevivência. Mas seja lá o que for, não pode desaparecer em uma sociedade.

 

 

Dado Prates / Fev.2007



Escrito por dado às 22h16
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Depois daquele silêncio...

Pois é...Depois do último escrito, resolvi dar um tempo e esperar que algo de realmente novo acontecesse, algo que recolhesse a linha do Balão Cativo, que como o nome já diz, vai longe, mas volta (sem essa de cerol, isso é crime...).Então a pausa salutar.Ficar polemizando para dar ibope é coisa do Mainardi, prefiro o Paulo Francis, que pelo menos tinha humor...Até que surgiu essa notícia realmente notável, não somente pelo insólito, mas pelo seu inusitado e inegavelmente criativo quadro.Sua moldura: a retina crítica de milhões de brasileiros, ingleses e, catástrofe pior, nossos hermanos argentinos.Conseguimos nós mesmos (sic) inventar uma piada de brasileiro pra ser sucesso em Portugal! Não fora o traje do técnico gaúcho Dunga, a derrota para a esquadra lusitana nos portos da Inglaterra seria o "ultraje do dia...” Mas aí não haveria sua graça, seu resplandecente toque kitsh de pingüim sobre a geladeira - ou dentro - como quiserem.

Um abraço, Dado Prates.  



Escrito por dado às 21h57
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Via coluna "Último Segundo",do Ig

Jornais como o The Guardian citam o fato de Dunga usar apenas uma camisa, apesar da temperatura ter chegado a zero grau Celsius em Londres. "Dunga tinha que passar frio, nem que fosse só por essa camisa".

Outro jornal inglês, o The Times, vai além, dizendo que "Dunga até pôs uma extravagante camisa com flores em preto e branco, mas a derrota não foi nada florida".

O irreverente diário argentino Olé foi um dos que mais ironizou a derrota brasileira. E, claro, também sobrou para o guarda-roupa do técnico. "O Brasil passou vergonha na derrota por 2 a 0 para Portugal e pela incrível camisa de Dunga".A responsável pelo visual moderno do técnico Dunga nos jogos da seleção brasileira é Gabriela, filha do ex-jogador, de 20 anos, que estuda moda na Universidade de Caxias do Sul-RS."
Opine sobre o visual do técnico gaúcho Dunga,de nossa seleção.



Escrito por dado às 20h59
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